Caio Fábio se casou aos 19 anos com Alda Maria Fernandes. Essa união rendeu 4 filhos, Ciro, Davi, Lukas e Juliana. Em comum acordo com sua esposa, optaram pelo divórcio após 25 anos de casamento.  Sem dúvida, a questão mais polêmica sobre o ministério de Caio Fábio é seu divórcio e adultério. Muitos afirmam que seu ministério foi invalidado por conta de tais decisões. Primeiro, falaremos sobre o divórcio. Antes de tudo,  a opinião do próprio Caio:

Em 1978, quando se discutia se o divórcio seria ou não instituído no Brasil, eu tinha 23 anos, já era pastor, e servia em Manaus. Como já fazia três anos que tinha um programa na tevê, e como pregava em todos os lugares na cidade, eu era figura carimbada em todos os debates que havia. Por isso me chamaram, juntamente com o Presidente da OAB local, o Arcebispo, o bispo, e todos os líderes católicos, a fim de debatermos o tema do Divórcio. Foram horas de debate ao vivo, na Rede Amazônica de Televisão. E tentaram me trucidar. Razão?

Eu dizia que o divorcio era um remédio amargo que só se deveria ministrar se fosse para salvar o paciente.

Mas eles preferiam ver o paciente morrer casado.  O casamento como instituição era maior que a vida. Era uma reedição do “Sábado maior do que o homem” — coisa essa que Jesus enfrentou. Divórcio é sempre divórcio. Separa! Quebra! Entretanto, o divórcio como decisão física, e depois, legal; só divorcia os que espiritual, psicológica e realmente já estejam divorciados. Há muitos casais que jamais se divorciarão objetiva e legalmente, embora vivam divorciados de seus cônjuges legais a vida toda. Sou a favor de que todo aquele que nunca conseguiu se casar com o cônjuge, se divorcie; caso isto lhe faça mal, e crie na pessoa as doenças do desvalor.
E sou a favor de que todos os que já foram casados e são casados, não se divorciem — não sem fazerem de tudo para salvar o casamento, no caso de crises.  Pois onde um dia houve amor, aí o amor pode sempre se renovar.
Porém, onde nunca houve aquele amor gostado e desejado, que é o amor entre homem e mulher — mas, ao contrário, só existe tristeza, amargura, maus tratos, indiferença, agressões, traições, covardia, silêncio, falta de intimidade, manipulação, e opressão — então, em tais casos, sou a favor de que se divorciem. Posto que já vivem como divorciados.

Era isso que pensava aos 23 anos de idade, e é isso que penso até hoje.

Retirado do site de Caio Fábio

A aplicação do que Caio afirmou, para sua própria vida, foi tomar um remédio amargo como última possibilidade, visto que seria impossível manter seu casamento de forma sadia, a não ser como casamento de aparência, um casamento fariseu. Acerca do próprio divórcio, Caio afirmou ser “um inferno”, visto que sabia as conseqüências destruidoras daquela decisão, e jamais a teria tomado se não fosse necessária. Hoje, Caio Fábio e sua ex-esposa convivem de maneira harmoniosa e amigável, sua esposa nunca se pronunciou publicamente denegrindo a imagem de Caio, ao contrário, os dois convivem de maneira sadia quando se vêem, por conta do vinculo dos filhos. O Divórcio foi pedido pelo próprio Caio a esposa, junto a uma confissão particular sobre seu adultério. Segundo Caio, a esposa pediu alguns dias para se organizar antes do divórcio se tornar público, mas a história vazou. Não houve nenhum flagrante de seu adultério, não houve nenhuma descoberta da parte de ninguém de seu erro, houve uma confissão de seu erro. O próprio Caio reconheceu e confessou seu erro de modo corajoso e sincero, sem justificativas, Caio afirma reconhecer que errou, e que o culpado foi ele do seu adultério. Apesar das dimensões públicas que isso tomou, Caio preferiu manter a sua integridade diante de Deus, confessando seu pecado, do que manter um pecado oculto, escondido, somente para continuar com seu status diante dos homens. Preferiu a glória de Deus do que a glória dos homens. Biblicamente, podemos dizer que um pecado honestamente confessado diante de Deus não tem perdão? O adultério de Caio Fábio foi perdoado e esquecido por Deus, seu divórcio foi um fim inevitável de seu erro, todavia, os mais envolvidos convivem bem, então por que os que nada sabem sobre o assunto ainda julgam Caio por isto?

Muitos pastores e líderes vivem cobiçando mulheres no coração, ou deliberadamente cometem adultério oculto, e continuam nas cátedras e púlpitos de maneira hipócrita. Sem falar no fato de que pecado é pecado, seja ele adultério, ou mentira, roubo, hipocrisia, dentre outras mazelas que encontramos nos púlpitos das igrejas. Se Caio foi sincero, por que o condenamos? Por que acolhemos os que ocultam seu pecado e castigamos o sincero?

Não fazemos aqui apologia ao erro e ao pecado. Mas apologia ao acolhimento e a Graça de Deus em favor do pecador arrependido. Sem dizer o fato de que há diferença no justo que comete um erro, mas se arrepende, daquele que vive em iniqüidade. Caio teve um casamento de 25 anos, e adulterou uma única vez. Vários personagens importantes da Bíblia cometeram pecado e foram perdoados por Deus após arrependerem-se. O maior e mais importante rei da história de Israel, Davi, cometeu adultério, homicídio, e após arrepender-se, foi perdoado por Deus. Por que seria diferente hoje, se Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente?

Quem pode dizer que Deus não perdoa o pecador arrependido?

Há os que dizem que Caio Fábio agiu de modo rebelde ante a disciplina da Igreja Presbiteriana da qual era pastor. Mentira! Caio nunca foi disciplinado, ele mesmo abriu mão do direito pastoral, por conta do adultério e por conta de outras convicções, visto que não crê na diferença entre “clero e laicado”, pois todos somos sacerdotes, conforme Pedro afirma. O sacerdócio universal dos crentes, pregado desde Lutero, foi o motivador para que ele não quisesse permanecer com status sacerdotal. Sua relação com a Igreja Presbiteriana da qual pastoreou continua firme até hoje, visto que periodicamente ele ministra nela, ainda que tenha aberto mão por vontade própria do status sacerdotal. Como pregaria ele na IP da qual era pastor se sua postura fosse de rebeldia?

Nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. Muitas mentiras foram ditas contra a vida de um homem sincero, precisamos abrir nossos olhos para que não nos encontremos lutando contra a verdade e sinceridade e apoiando a hipocrisia de falsos ministros do Evangelho, que querem manter o povo cativo e cego debaixo de suas tiranias.

Jesus nos conceda misericórdia, e nos ajude a ter misericórdia do nosso próximo.

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